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Sherrilyn Kenyon - BAD 02 - O Fantasma da Noite (Tiamat-World)

By Harry Hart,2014-03-20 17:24
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Sherrilyn Kenyon - BAD 02 - O Fantasma da Noite (Tiamat-World)

    O Fantasma da Noite Tiamat World Série B.A.D

    O Fantasma da Noite

    Phantom in the Night

    Série B A D 02

    Sherrilyn Kenyon & Dianna Love

    O dedicamos a nossos maravilhosos maridos

    Ken (do Sherrilyn) e Karl (da Dianna)

    Porque são uns heróis de verdade

    e, além disso, deram-nos sustento.

    Depois de perder sua mãe nas mãos de um assassino, Terri Mitchell dedicou a vida à justiça. É consultora do Departamento de Polícia de Nova Orleans, enquanto trabalha disfarçada como agente para a Agência de Defesa Americana, para acabar com uma organização criminosa que é suspeita de financiar o terrorismo. Mas quando saem à luz rumores sobre um fantasma aterrorizando e matando às mesmas

    pessoas que está investigando, ela começa a suspeitar.

    Nathan Drake passou a vida protegendo a sua família, a única coisa que realmente lhe importa... até que o cabeça das drogas mais perigoso do sudeste lhe arrebata tudo o que é importante. Agora, ele é um homem com uma missão e nada a perder. Só precisa viver o suficiente para proteger as vidas inocentes

    dos assassinos que estão preparados para destruir.

    Ambos procuram um objetivo parecido embora para isso usem diferentes meios. Terri e Nathan se vêem atraídos para um mal que abrange todos os níveis da sociedade. Duas pessoas que não têm razões para confiar devem confiar no outro ou morrer. E se eles morrerem, um ataque mortal será dirigido para

    milhares de pessoas inocentes.

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    O Fantasma da Noite Tiamat World Série B.A.D

    Disponibilização em Esp: Ellloras Digital

    Envio e Tradução: Gisa

    Revisão Inicial: Lucilene

    Revisão Final: Danielle Aguiar

    Formatação: Byba

    Logo e Arte: Suzana Pandora

    Tiamat - World

    Comentário da Revisora Lucilene: "O mocinho do livro é o "fantasma" que eu gostaria de encontar no meu quarto todas as noites quando apagasse as luzes.

    Corajoso, leal, justo, duro mas apaixonado. Faz um belo par com a mocinha, que também procura solucionar algumas injustiças. Mais uma história envolvente da série BAD."

    Comentário da Revisora Danielle: Gostei do Nathan e da Terry, mas o livro tem mais ação que romance........eu gostei muito da história, vale a pena, pricipalmente pela presença do Carlos, que é maior, que depois do Joe, que a Tee não me ouça.........rsssssssss, é meu agente BAD preferido.

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    O Fantasma da Noite Tiamat World Série B.A.D

Prólogo

     ?Um lugar extremamente perigoso para ficar sem terra.?

     O fedor espantoso nesse túnel escavado à mão afogava a respiração do sargento Nathan Drake. Odiava as cavernas.

     Só havia uma entrada... e uma única saída.

     Levantou uma mão para indicar ao seu companheiro de equipe, o capitão Vic Stoner, que seguia a uns quatro metros, que se detivesse. Como era habitual nessas operações especiais, Nathan encabeçava a expedição e Stoner cobria suas costas.

     Esta caverna era mais prometedora que qualquer outro lugar que tinham investigado nos últimos onze meses investigando a selva Chapar da Bolívia. Havia multidão de caixas de armas, abertas e sem abrir, empilhadas junto a lança - mísseis de mão e granadas suficientes para deixar uma aldeia em pedaços. Eram os ingredientes necessários para um quarto de jogos para terroristas, mas não bastavam para designá-lo ameaça de Nível 5 ou arma biológica, que era

    para o que a equipe de Nathan tinha sido enviada para inspecionar. Este contrabando devia pertencer a um grupo de rebeldes descontentes com a política sul-americana ou a um narcotraficante.

     Nesse caso, Nathan estava disposto a sair dali o antes possível e retornar à base. Mas havia algo que o preocupava.

     Que maldito sacana de merda havia trazido mulheres para esse lugar para torturá-las e assassiná-las?

     Até o momento tinham encontrado oito esqueletos, em posturas obscenas e rodeados de atoleiros de sangue seco, nos túneis escuros e lúgubres que tinham registrado.

     Todos eram becos sem saída.

     E não tinham encontrado nada que relacionasse estes assassinatos espantosos com as mortes em uma pequena aldeia a uns sessenta e cinco quilômetros ao leste dali. Homens, mulheres e crianças; tinham destruído o povoado inteiro sem deixar marca de nenhuma arma nos cadáveres. Os forenses que vieram de várias nações aliadas concluíram que as mortes não eram resultado de uma guerra biológica, mas sim de um vírus mortal de origem desconhecida. Um vírus que desaparecia sem deixar rastros residuais, algo que parecia a definição exata de guerra biológica.

     Esse incidente sem explicação tinha causado desconforto entre os departamentos de

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segurança nacional de vários países. E motivou esta operação secreta.

     Inclusive agora Nathan seguia vendo as vítimas que tinham encontrado há três semanas na aldeia: a pele cinzenta gretada e sangue nos cadáveres que jaziam retorcidos na agonia prévia da morte. O olhar atormentado das crianças, perdido em uma confusão desesperada, e as marcas das unhas cravadas na pele.

     A lembrança de por que jurou defender e proteger a população.

     E por que estava preso no fundo dessa, maldita, caverna. Nathan deu a volta para estudar a única rota de saída, tingida de verde através de seus monóculos dobráveis de visão noturna PVS-14.

     Stoner estava preparado, com a M-4 do exército equipada com um silenciador marca Knight Armament. Sua metralhadora curta parecia um brinquedo em comparação com o colete tático militar carregado de munições que lhe cobria o musculoso torso. Conforme dizia Stoner, três anos de trabalho em uma plataforma de perfuração submarina antes de alistar-se haviam transformado o que até então tinha sido um corpo esquálido. Agora mesmo era de tudo menos invisível, com uma pele morena que contrastava com seu sorriso branco de Don Juan quando fazia uso dela. Nathan e Stoner eram tão parecidos quanto o tamanho, que quem não os conhecesse não saberia distingui-los quando estavam vestidos de camuflagem.

     Inclusive quanto à linguagem corporal.

     A postura informal de Stoner mentia descaradamente porque esse homem não ficava nada relaxado quando se achava em uma missão.

     Nathan levantou o queixo; um gesto que significava: ?Preparados??.

     Stoner assinalou a saída com a cabeça. Era seu sinal para: ?Tudo livre: vamos ?.

     Nathan passou ao seu lado em silêncio, atento a qualquer mudança nessa estreita passagem que podia abranger de lado ao outro apenas estendendo os braços. A escuridão afinava seus sentidos. Como objetivo, proteger os membros de sua equipe estava acima de tudo. Mais que um trabalho, considerava que sua posição no exército podia influir e, ao mesmo tempo, ajudar a sua mãe e a seu irmão enviando dinheiro. Não necessitava muito para viver; bastava-lhe com o que levasse na mochila durante uma missão. Sua família, em casa, e a equipe com a qual lutava eram as únicas coisas que lhe importava.

     ?A avareza é seu pior inimigo, filho. Centre a sua energia no que, realmente, importa, nas pessoas que ama?. Seu pai lhe tinha deixado esse legado antes de morrer, quando Nathan mal tinha oito anos. Igual a seu progenitor, acreditava firmemente nisso.

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     Deu com o pé contra algo que fez um clique.

     ?Merda?. Nathan ficou imóvel e conteve a respiração. Já tinham examinado o chão em busca de cabos. Não deveria ter acontecido este por alto. O sangue se amontoava em seus ouvidos. Os atrozes segundos passavam lentamente enquanto esperava sair voando em pedaços. Ficou de pé, firme. Resistiria o mais forte da explosão se assim pudesse salvar Stoner.

     O suor se deslizava por debaixo da boina de camuflagem para as costas...

     Não aconteceu nada. Se tivesse acionado uma bomba armadilha, agora mesmo já estaria morto. Tragou saliva, agarrou ar, viciado pelo fedor da carne putrefata, e baixou a vista para o chão. Não tinha tropeçado com um cabo, mas sim com os ossos podres de um pé que se conectava com uma perna a sua direita.

     Na escuridão viu os fragmentos de pele seca aderidos a um esqueleto deitado sobre um montão meio desmoronado. Como os outros cadáveres que encontraram na caverna. Um assassino em série? Eram adultos jovens com uma delicada estrutura óssea e parcialmente vestidos... se é que levavam roupa. Havia alguns vestidos feitos farrapos dispersados por aí, alguns se usavam como trapos.

     Eram mulheres. Todas com o cabelo comprido e negro, como sua mãe estava acostumada a usá-lo fazia muito tempo. Tinha perdido o fio quando um raio laser verde dançou sobre a perna fraturada do esqueleto.

     Levantou a vista. Stoner o olhou com o olho que não estava coberto pelo monóculo e levou dois dedos aos olhos para lhe dizer que só estavam ali para observar.

     Nathan não tinha esquecido essa diretriz. Tinha dado a equipe de quatro homens ordens específicas. Esta era uma missão de reconhecimento e de recolhimento de informação, nada mais. O objetivo? Determinar a validez dos informes que falavam de manobras terroristas na área.

     Sob nenhuma circunstância deviam entrar em conflito.

     Em outras palavras: ?Não matem ninguém. Não deixem DNA. Completem a tarefa sem serem detectados. “Movam o traseiro até em casa e cheguem intactos”. Mensagem recebida.

     Assentiu para Stoner e, com cuidado, dirigiu-se até a câmara do contrabando de armas que havia entre onde se encontravam eles e o ponto de saída da gruta. Quando chegaram a um espaço aberto, Stoner se adiantou e deixou a arma pendurando da corda presa a seu colete para deixar livres as mãos. Extraiu uma câmara em forma de caneta, que também tinha integrado um cartucho de tinta, e começou a fotografar tudo.

     Cobrindo as costas de Stoner, Nathan estudou esse espaço e aguçou o ouvido se por

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    acaso alguém se aproximasse. Pulaski e Duram estavam fora vigiando a entrada, mas permaneciam escondidos e só agiriam em caso de que fosse necessário.

     Nathan examinou cada centímetro da galeria, de uns nove metros de diâmetro e de quase dois metros de altura, já que podia estar de pé sem medo de bater a cabeça. Havia uma caixa grande a um lado da sala com umas cordas cravadas nos dois cantos, que estavam atiradas despreocupadamente no chão sujo.

     Sentiu uma sensação de perigo que lhe pôs tenso o pescoço. Com todas essas armas aí armazenadas, onde estava o vigilante? Ninguém deixaria este arsenal sem vigilância.

     A menos que fosse alguém extremamente presunçoso ou muito estúpido.

     Olhou para a esquerda, onde o corpo menos putrefato estava apoiado de uma forma obscena em uma parede: era uma morte recente. Tinha as pernas muito separadas, um braço dobrado em um ângulo antinatural e tinha ficado pele suficiente para ver o grotesco de sua tortura.

     Sua ira foi aumentando e essa visão o pôs doente. Agarrou a arma com mais força. É que todos estes cadáveres não eram mais que mulheres desafortunadas no lugar equivocado no momento mais inoportuno? Prostitutas? Dava no mesmo. Eram as irmãs, esposas e inclusive mães de alguém; nenhuma mulher merecia que a violentassem, torturassem e assassinassem. Quem quer que tenha feito isto merecia um bom castigo.

     Três bandidos se dirigem à caverna. ouviu Nathan pelo auricular.

     O grito esmigalhado de uma mulher chegou aos seus ouvidos antes que o ruído das botas sobre o cascalho ecoasse na entrada da caverna.

     Stoner usava uns fones idênticos. Em um instante se colocou junto a Nathan, com a câmara guardada e a arma em riste. Já não havia nada informal em sua postura.

     Nathan fez um gesto para Stoner que queria dizer: ?mova-se para a esquerda do túnel, perto do túnel sem saída e eu irei à direita?. Fundiram-se na cavidade escura e desapareceram da vista. A pele lhe formigava em sinal de perigo.

     Os sacanas se aproximaram caminhando despreocupadamente; certamente, desconheciam o conceito de sigilo. Umas diretas vozes masculinas discutiam assassinato em espanhol.

     Nathan entendeu o suficiente para saber que discutiam sobre quem tocava a mulher primeiro e que não queriam que morresse antes que os dois tivessem sua oportunidade. Os lastimosos soluços da mulher se intercalavam com súplicas de piedade. A caverna se encheu de

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    um terror imundo quando os homens entraram na área destinada ao armazenamento de armas.

     Nathan segurou a sua mais forte ainda. Teve que conter as vontades de pôr esses dois em órbita.

     ?Somente observa. Não se intrometa.? Com o dedo acariciou o gatilho.

     Sarnentos e de pele escura, os dois homens emergiram da abertura com botas de água e coletes táticos. O primeiro não chegava a Nathan no ombro. Balbuciava insultos entre impreações e iluminava o caminho com sua lanterna para que seu cúmplice pudesse ver. O mais alto dos dois levava um rifle Galil automático e apontava à mulher bandido número três que arrastava pelo

    cabelo. Tinha que ser o líder desse casal de desviados, mas este tinha músculos suficiente para que encetar-se em uma briga valesse a pena.

     As pedrinhas saíram voando pelos chutes que dava a moça. Não devia ter vinte anos sequer. Era bonita, exceto pelos feios machucados que tinha no rosto e os braços. Sangravam-lhe o lábio e o nariz. Lutava contra aquele gorila com todas as forças que lhe permitia seu pequeno corpo.

     Nathan subiu o monóculo até a testa e olhou para Stoner, que também tinha levantado o seu e moveu um dedo para lhe dizer que estavam em sintonia. Essa confiança cega era algo que Nathan só tinha compartilhado com seu irmão até que conheceu Stoner.

     A mulher gritava com tanta força que fazia tremer os morto de medo e, de novo, atraiu a atenção de Nathan para ela. Seu estômago fez um nó.

     Com a arma a um lado, o valentão principal deitou a garota no chão e amarrou seus braços sobre a cabeça com as cordas cravadas na caixa. O baixinho tinha atirado o cigarro e tentava segurar as pernas que ela movia sem cessar.

     Tinham que fazer algo em silêncio. Nathan deixou que sua arma ficasse pendurada no mosquetão do colete, mas a distância era pouca para puder usá-la com perícia.

     Se apresse. Não vou ficar toda a vida esperando! balbuciou-lhe gritando o pequeno

    homem ao líder. Afastou-lhe uma perna com a bota e meteu a mão dentro das calças, começando a tortura sem esperar seu cúmplice.

     O líder caiu de joelhos entre as extremidades arranhadas e ensanguentadas da mulher. Afastou-lhe tanto as pernas que ela se sacudia e gritava de dor. Suas preces rasgavam o silêncio, suplicando uma intervenção divina. Seu atacante desceu as calças tudo o que deram de si e agarrou o pênis, sacudindo-o na cara dela.

     Agora saberá o que é um homem de verdade. se gabou, e logo tirou uma faca afiada

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de uma capa de pele que pendurava do cinturão. Mas primeiro terá que me suplicar.

     Nathan se moveu tão silenciosamente como uma sombra mortal.

     A mulher gemia tão forte que os dois homens não teriam ouvido aproximar-se nem a um batalhão inteiro. Sem ser visto, se aproximou pelas costas, tampou a boca do baixinho e quebrou seu pescoço em um movimento, logo deixou no chão o corpo imóvel. Deixando-se levar por sua imensa vontade de castigá-los, cobriu a boca do líder e jogou a cabeça para trás com força.

     Queee... Por um ato reflito, o bandido tirou a faca.

     Nathan o agarrou pelo pulso. O horror do que ia acontecer ao violentador se refletiu em sua cara de porco um segundo antes que lhe cravasse a afiada folha no pulmão. O líquido quente jorrou pela sua mão e o ar se encheu desse aroma metálico de sangue fresco. Os gritos histéricos da moça meio nua se misturaram com a imagem dos cadáveres em decomposição, espalhados pela caverna como se fossem lixo, e sua raiva aumentou. Esse maldito sacana não merecia morrer tão facilmente. Nathan retorceu a faca e notou o metal roçando suas costelas.

     E o que era uma imagem horrorosa a mais neste sortimento de pesadelos?

     Um ruído gutural saiu dos pulmões do homem antes de dar uma sacudida e logo deixou de lutar. Com o último fôlego expeliu seus fluidos corporais. Nathan se desfez do cadáver, puxou a faca e a usou para cortar as cordas que amarravam a garota.

     Tinha aplacado ao fim seu sentido da justiça. Era uma pequena vitória; nenhuma outra mulher sofreria e morreria pela suja luxúria desse homem.

     Devia ir-se agora enquanto ela seguia em pleno estado de comoção.

     Mas não podia deixá-la assim, como não podia deixar que a violentassem e a assassinassem.

     Stoner apareceu a seu lado.

     Nathan falou com a moça em espanhol, fazendo-a se calar com tato e lhe dizendo que estava a salvo, que podia ir para casa.

     Ao final se calou e ficou olhando-o como se fosse ao mesmo tempo anjo e demônio.

     Não contaremos a ninguém. disse.

     Seus olhos assustados assimilavam tudo o que a rodeava e logo olhou ao seu rosto, que permanecia grafite com pintura de camuflagem. Seu olhar aterrado pousou na mão que gotejava sangue. Começou a sacudir a cabeça, choramingando e inclinando-se para trás.

     Vá. Não diga nada. Não vá a nenhum lugar sozinha. Quando lhe estendeu a mão

    para ajudá-la, ela retrocedeu e ficou de pé com dificuldade. Stoner acendeu a lanterna

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incorporada em sua arma e lhe iluminou o caminho para sair da caverna.

     Não precisou que lhe dissessem nada mais. Nathan a seguiu para fora, mas tinha desaparecido entre a espessa folhagem mais rápida que um coelho ao ver um lobo faminto.

     Quando Pulanski e Duram saíram de suas posições ocultas, Nathan passou o polegar pelo pescoço para contar, aos outros dois, o que tinha acontecido aos bandidos. Então indicou em silêncio o seguissem e tomou a dianteira de novo. Stoner tinha já uma boa quantidade de fotos e ficar mais tempo por aí a essas alturas seria uma má idéia. A excursão tinha sido um erro, exceto por ter libertado essa mulher.

     A luz da lua se derramava através das árvores e lhes iluminava a volta ao acampamento. Nathan tragou, baforadas inteiras, de ar fresco para limpar os resíduos de morte dos pulmões; estava tremendamente aliviado por sair desse sepulcro ímpio. Marcou o ritmo durante os cinco quilômetros seguintes. Os da equipe o seguiam tão calados como fantasmas, até alcançar sua base temporária, que estava escondida.

     Pensar o que teria acontecido por ter tomado e executado uma decisão diferente era desperdiçar energia. O que parece, feito estava. Mas para Nathan custava sossegar essa voz em seu interior que o acusava de pôr em perigo a segurança de sua equipe por uma só pessoa. De boa vontade os teria enviado de volta ao acampamento para ocupar-se dos bandidos só de ter existido outra maneira de fazê-lo.

     Como se Stoner e os outros dois o tivessem escutado!

     Por mim, o que aconteceu está bem. disse Stoner assim que entraram na clareira.

     Nathan deu a volta e olhou a seus três companheiros. Depois de todo este tempo, o apoio incondicional de Stoner seguia surpreendendo-o e o fazendo sentir humilde, mas e outros? Esperou que condenassem os seus atos, disposto a aceitar seu dever.

     Sips. disse Duram com sua rouca voz texana Em casa teríamos talhado em

    pedaços esses safados, começando pelas bolas e terminando pelos colhões.

     Pulaski fez uma careta.

     Ouça D, odeio ter que lhe dizer isso, mas são a mesma coisa.

     Não, da maneira como nós fazemos. Olhe, pegue a churrasqueira...

     Não mais histórias de churrasqueiras. disseram Stoner e Nathan ao mesmo tempo.

     Nathan nunca tinha estado no Texas e, vendo as coisas horrorosas que Duram dizia que assavam, tampouco tinha vontade de ir. As comidas que tinha ouvido lhe recordavam muito ao guisado de carne que sua avó cozinhava em vida.

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     A regra número um era: nunca perguntar à avó o que tinha jogado no guisado. Sobretudo antes de comê-lo.

     Deu-se conta de que os companheiros lhe estavam dando o visto bom ao que tinha ocorrido, nenhum diria nada sobre os assassinatos quando partissem. Devia-lhes essa união que manifestavam e desejou saber dizer a eles o muito que significava seu apoio. Mas em questão de falar de sentimentos, era um homem simples.

     Obrigado.

     Duram se dirigiu a Pulaski e Stoner.

     Eu vou. O que significava que ia conectar os cabos e arames de disparo e assegurar sua seção ao redor do acampamento Poderíamos deixar que Drake se ocupasse dos trabalhos

    de cozinha hoje. Sorriu e se afastou.

     Pulaski grunhiu e se foi em direção contrária.

     Stoner não se moveu.

     O que o preocupa?

     Nathan tirou os fones e coçou a cabeça.

     Minha obrigação é não colocá-los em perigo.

     Em perigo? Merda! Mas se nos alistamos voluntariamente. Stoner sorriuSabe? Isto

    me recorda aquela vez em Manila...

     Deixemos Manila em Manila... Seu tom era um pouco áspero; os pesadelos deviam

    permanecer na escuridão.

     Stoner assentiu.

     Bem, como quiser. Mas se as pessoas soubesse o que temos que fazer frente e o que você teve que fazer nestas operações, teria o peito cheio de medalhas.

     Como se as insígnias significassem algo para ele. Não vestiriam nem dariam de comer a sua família.

     Não quero medalhas. Quero...

     Nathan duvidou. O que queria? Que lhe devolvessem os papéis do realistamento? Nem sequer isso. Queria ficar no exército, com quem se comprometeu até que terminasse o serviço. Mas agora essa decisão parecia muito egoísta porque, seu compromisso com o exército significava estar longe de casa alguns anos mais enquanto sua mãe precisava dele mais que nunca.

     Maldita seja.

     Já daremos um jeito. Os tranqüilos olhos marrons de Stoner refletiam empatia. Ele

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