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Redes-tutorial completo

By Daniel Lawson,2014-09-26 04:45
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Redes-tutorial completo

    Redes (Guia Completo) - Capítulos deste Curso

    :. Por quê ligar micros em rede?

:. Como as redes funcionam

:. Cabeamento

    :. Placas de Rede

    :. Hubs

    :. Crescendo junto com a rede

    :. Bridges, Roteadores e Gateways :. Arquiteturas de rede

    :. Tecnologias antigas de rede :. Novas tecnologias de rede

    :. Aumentando o alcance

    :. IEEE 802.11a

    :. IEEE 802.11g

    :. Home PNA

    :. HomePlug Powerline

    :. HomeRF

    :. Bluetooth

    :. Gigabit Ethernet

    :. Ponto a ponto x cliente - servidor :. Protocolos

    :. Endereçamento IP

    :. Planejando a rede

    :. Configuração de rede no Win 98 :. Compartilhando recursos

    :. Configuração de rede no Windows 2000 :. Compartilhar a conexão com a Internet usando o ICS

    :. Compartilhar a conexão usando o Analog-X Proxy

:. Acessando um Servidor Windows 2000 ou Windows NT

    :. Acessando um Servidor Novell NetWare

:. Conectando-se a uma VPN

    :. Segurança na Internet

    :. Antivírus

    :. Dicas para tornar seu Windows 2000 um sistema seguro

    :. Teste sua segurança

    :. Como configurar um servidor Linux

     :. Instalando

     :. Particionando o HD

     :. Pacotes de Aplicativos

     :. Finalizando

     :. Como instalar via rede ou apartir do HD

     :. Colocando a mão na massa

     :. Fechando programas travados

     :. Configurando o Servidor

    :. Samba

    :. Acessando compartilhamentos de máquinas Windows :. Usando o NFS

    :. Apache

    :. Servidores em Cluster e balanceamento de carga :. Economizando com o uso de terminais leves :. Terminais via VNC

    :. Rodando aplicativos via SSH

     :. Porque ligar micros em rede?

    A partir do momento em que passamos a usar mais de um micro, seja dentro de uma empresa, escritório, ou mesmo em casa, fatalmente surge a necessidade de transferir arquivos e programas, compartilhar a conexão com a Internet e compartilhar periféricos de uso comum entre os micros. Certamente, comprar uma impressora, um modem e um drive de CD-ROM para cada micro e ainda por cima, usar disquetes, ou mesmo CDs gravados para trocar arquivos, não é a maneira mais produtiva, nem a mais barata de se fazer isso.

    A melhor solução na grande maioria dos casos é também a mais simples: ligar todos os micros em rede. Montar e manter uma rede funcionando, tem se tornado cada vez mais fácil e barato. Cada placa de rede custa apartir de 35 reais, um Hub simples, 10/10 pode ser encontrado por 100 reais, ou até um pouco menos, enquanto 10 metros de cabo de par trançado não custam mais do que 6 ou 8 reais.

    Se você mesmo for fazer o trabalho, ligar 10 micros em rede, custaria entre 500 e 800 reais, usando cabos de par trançado e um hub e placas 10/100 em todos os micros.

    Com a rede funcionando, você poderá compartilhar e transferir arquivos, compartilhar a conexão com a Internet, assim como compartilhar impressoras, CD-ROMs e outros periféricos, melhorar a comunicação entre os usuários da rede através de um sistema de mensagens ou de uma agenda de grupo, jogar jogos em rede, entre várias outras possibilidades.

:. Compartilhando arquivos

    Num grupo onde várias pessoas necessitem trabalhar nos mesmos arquivos (dentro de um escritório de arquitetura, por exemplo, onde normalmente várias pessoas trabalham no mesmo desenho), seria muito útil centralizar os arquivos em um só lugar, pois assim teríamos apenas uma versão do arquivo circulando pela rede e ao abri-lo, os usuários estariam sempre trabalhando com a versão mais recente.

    Centralizar e compartilhar arquivos também permite economizar espaço em disco, já que ao invés de termos uma cópia do arquivo em cada máquina, teríamos uma única cópia localizada no servidor de arquivos. Com todos os arquivos no mesmo local, manter um backup de tudo também torna-se muito mais simples.

    Simplesmente ligar os micros em rede, não significa que todos terão acesso a todos os arquivos de todos os micros; apenas arquivos que tenham sido compartilhados, poderão ser acessados. E se por acaso apenas algumas pessoas devam ter acesso, ou permissão para alterar o arquivo, basta protegê-lo com uma senha (caso esteja sendo usado o Windows 95/98) ou estabelecer permissões de acesso, configurando exatamente o que cada usuário poderá fazer (caso esteja usando Windows 2000, XP, Linux, Netware, ou outro sistema com este recurso).

    Além de arquivos individuais, é possível compartilhar pastas ou mesmo, uma unidade de disco inteira, sempre com o recurso de estabelecer senhas e permissões de acesso.

    A sofisticação dos recursos de segurança variam de acordo com o sistema operacional utilizado. No Windows 98 as únicas formas de segurança são pastas ocultas e senhas. Usando um servidor Windows NT, 2000 ou Linux você terá à disposição configurações muito mais complexas, como grupos de usuários ou de domínios, vários níveis de acesso, etc., mas em compensação terá em mãos um sistema muito mais difícil de

    configurar. Ao longo deste livro iremos analisar os pontos fortes e fracos dos principais

     sistemas de rede.

    A Internet nada mais é do que uma rede em escala mundial. Se por

    exemplo você abrir o ícone “redes” no painel de controle, instalar o

    “compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft” e

    compartilhar suas unidades de disco, sem estabelecer uma senha de

    acesso, qualquer um que saiba localizar seu micro enquanto estiver

    conectado, terá acesso irrestrito a todos os seus arquivos, já que eles

    estão compartilhados com a rede (no caso a Internet inteira).

:. Compartilhando periféricos

    Da mesma maneira que compartilhamos arquivos, podemos também compartilhar periféricos, permitindo a qualquer micro da rede imprimir na impressora ligada ao micro 2, ler um CD que está no drive do micro 4, ou mesmo compartilhar a mesma conexão à Internet estabelecida através do modem instalado no micro 7.

    Como no caso dos arquivos, é possível estabelecer senhas e permissões de acesso para evitar, por exemplo, que a Maria do micro 5 use a impressora Laser para imprimir seus rascunhos, ao invés de usar a matricial.

:. Sistema de mensagens e agenda de grupo

    Um sistema que permita enviar mensagens a outros usuários da rede, pode parecer inútil numa pequena rede, mas numa empresa com várias centenas de micros, divididos entre vários andares de um prédio, ou mesmo entre cidades ou países diferentes, pode ser muito útil para melhorar a comunicação entre os funcionários. Além de texto (que afinal de contas pode ser transmitido através de um e-mail comum) é possível montar um sistema de comunicação viva voz, ou mesmo de vídeo conferência, economizando o dinheiro que seria gasto com chamadas telefônicas.

    Estas chamadas podem ser feitas tanto dentro da rede interna da empresa, quanto a outras filiais, localizadas em outras cidades ou mesmo outros países, via Internet. Este é um recurso em moda atualmente, o famoso voz sobre IP, que vem atraindo a atenção até mesmo da empresas de telefonia, pois torna as chamadas muito mais baratas do que são através do sistema comutado atual.

    Via Internet, uma chamada para o Japão não custaria mais do que uma chamada local comum, muito pouco. O maior problema é estabelecer links rápidos o suficiente para manter uma boa qualidade.

    Outro recurso útil seria uma agenda de grupo, um programa que mantém a agenda de todos ou usuários e pode cruzar os dados sempre que preciso; descobrindo por exemplo um horário em que todos estejam livres para que uma reunião seja marcada.

:. Jogos em Rede

    Mais um recurso que vem sendo cada vez mais utilizado, são os jogos multiplayer como Quake 3 e Diablo II que podem ser jogados através da rede. A maior vantagem neste caso, é que a comunicação permitida pela rede é muito mais rápida que uma ligação via modem, evitando o famoso LAG, ou lentidão, que tanto atrapalha quando jogamos os mesmos jogos via Internet.

    Em geral, depois de configurada a rede, a configuração dentro do jogo é bastante simples, basta verificar quais protocolos de rede são suportados. Atualmente, a maioria dos jogos suporta multiplayer via TCP/IP. Não apenas os jogos, mas vários outros recursos, como o compartilhamento de conexão só funcionarão com este protocolo. Apenas alguns jogos antigos, como o Warcraft II exigem IPX/SPX, ou mesmo o uso de um cabo serial.

    No Diablo II por exemplo, basta acessar a opção Multiplayer Game. Configure o PC mais rápido como host, ou seja, quem irá sediar o jogo e permitir a conexão dos outros PCs. Nos demais, basta escolher a opção de conectar-se ao host e fornecer seu (do host) endereço IP, configurado nas propriedades da conexão de rede, como por exemplo 192.168.0.1

:. Compartilhando a conexão com a Internet

    Este é provavelmente o uso mais comum para as redes hoje em dia. Antigamente se falava em uma proporção de 80/20 entre os dados que trafegam entre os micros da rede local e os dados que vão para a Internet. Hoje em dia esta proporção é muito diferente, a maior parte dos dados vai para a Internet.

    Muita gente trabalha apenas usando o navegador e o cliente de e-mails e cada vez mais as redes das empresas estão se integrando à Web para permitir que clientes e os próprios funcionários tenham acesso às informações em qualquer lugar.

    Hoje em dia é muito simples compartilhar a conexão com a Internet e veremos ao longo do livro tanto como compartilhar a conexão a partir de um servidor Windows quanto a partir de um servidor linux. Afinal, pra quê ter um modem e uma linha telefônica para cada micro se você pode ter uma conexão de alta velocidade compartilhada entre todos a um custo muito mais baixo?

:. Terminais leves

    Este é mais uma possibilidade interessante. Por que sofrer com a lentidão dos 486, ou gastar rios de dinheiro para substituí-los por micros novos se você pode interliga-los a um micro mais rápido e rodar os aplicativos a partir do servidor, apenas direcionando a saída de tela para os terminais 486? Com um Pentium III ou Duron como servidor você terá potência de sobra para 10 ou até mesmo 20 terminais. Veremos como colocar esta idéia em prática no final do livro.

:. Como as redes funcionam

    Genericamente falando, existem dois tipos de rede, chamadas LAN e WAN. A diferença é que enquanto uma LAN (local area network, ou rede local) é uma rede que une os micros de um escritório, prédio, ou mesmo um conjunto de prédios próximos, usando cabos ou ondas de rádio, uma WAN (wide area network, ou rede de longa distância) interliga micros situados em cidades, países ou mesmo continentes diferentes, usando links de fibra óptica, microondas ou mesmo satélites. Geralmente uma WAN é formada por várias LANs interligadas: as várias filiais de uma grande empresa por exemplo.

:. Placas de Rede

    O primeiro componente de uma rede é justamente a placa de rede. Além de funcionar como um meio de comunicação, a placa de rede desempenha várias funções essenciais, como a verificação da integridade dos dados recebidos e a correção de erros. A placa de rede deverá ser escolhida de acordo com a arquitetura de rede escolhida (Ethernet ou Token Ring) e também de acordo com o tipo de cabo que será usado.

    Atualmente, as placas mais comuns são as placas Ethernet 10/100, que utilizam cabos de par trançado e vem em versão PCI:

    Placa de rede Fast Ethernet

    (foto cortesia da 3Com)

     :. Cabos

    Para haver comunicação entre as placas de rede é necessário algum meio físico de comunicação. Apesar dos cabos de cobre serem de longe os mais utilizados, podemos também usar fibra óptica ou mesmo ondas de rádio. Em matéria de cabos, os mais utilizados são os cabos de par trançado, cabos coaxiais e cabos de fibra óptica. Cada categoria tem suas próprias vantagens e limitações, sendo mais adequado para um tipo específico de rede. Os cabos coaxiais permitem que os dados sejam transmitidos através de uma distância maior que a permitida pelos cabos de par trançado sem blindagem (UTP), mas por outro, lado não são tão flexíveis e são mais caros que eles.

    Os cabos de fibra óptica permitem transmissões de dados a velocidades muito maiores e são completamente imunes a qualquer tipo de interferência eletromagnética, porém, são muito mais caros e difíceis de instalar, demandando equipamentos mais caros e mão de obra mais especializada. Apesar da alta velocidade de transferência, as fibras ainda não são uma boa opção para pequenas redes devido ao custo.

    Cabo de par trançado e cabo coaxial

:. Topologias

    Temos em seguida, a topologia da rede, ou seja, de que forma os micros são interligados. Como quase tudo em computação, temos aqui uma divisão entre topologias físicas e topologias lógicas. A topologia física é a maneira como os cabos conectam fisicamente os micros. A topologia lógica, por sua vez, é a maneira como os sinais trafegam através dos cabos e placas de rede. As redes Ethernet, por exemplo, usam uma topologia lógica de barramento, mas podem usar topologias físicas de estrela ou de barramento. As redes Token Ring, por sua vez, usam uma topologia lógica de anel, mas usam topologia física de estrela. Não se preocupe pois vamos ver tudo com detalhes mais adiante :-)

    Temos três tipos de topologia física, conhecidas como topologia de barramento, de estrela e de anel. A topologia de barramento é a mais simples das três, pois nela um PC é ligado ao outro, usando cabos coaxiais. Na topologia de estrela, os micros não são ligados entre sí, mas sim a um hub, usando cabos de par trançado. O Hub permite que todos os micros conectados se vejam mutuamente. Finalmente temos a topologia de anel, onde apenas um cabo passa por todos os micros e volta ao primeiro, formando um anel fechado. A topologia de anel físico é praticamente apenas uma teoria, pois seria complicado e problemático demais montar uma rede deste tipo na

    prática. Sempre que ouvir falar em uma rede com topologia de anel, pode ter certeza que na verdade se trata de uma rede Token Ring, que usa uma topologia de anel

     lógico, mas que ao mesmo tempo usa topologia física de estrela.

    Topologias físicas de barramento (acima à

    esquerda), de estrela (acima) e de anel (ao

    lado).

:. Arquiteturas

    Ethernet, Token Ring e Arcnet são três arquiteturas de rede diferentes, que exigem placas de rede diferentes, e possuem exigências diferentes a nível de cabeamento, que iremos examinar mais adiante.

    Uma arquitetura de rede define como os sinais irão trafegar através da rede. Todo o trabalho é feito de maneira transparente pela placa de rede, que funciona de maneira diferente de acordo com a arquitetura para a qual tenha sido construída.

    Por isso, existem tanto placas de rede padrão Ethernet, quanto padrão Token Ring e Arcnet. Uma vez que decida qual arquitetura de rede irá utilizar, você terá que usar apenas placas compatíveis com a arquitetura: 30 placas Ethernet para os 30 micros da rede, por exemplo.

    Claro que atualmente as redes Ethernet são de longe as mais usadas, mas nem por isso vamos deixar de conhecer as opções.

:. Protocolos

    Cabos e placas de rede servem para estabelecer uma ligação física entre os micros, a fim de permitir a transmissão de dados. Os protocolos, por sua vez, constituem um conjunto de padrões usados para permitir que os micros “falem a mesma língua” e possam se entender. Os protocolos mais usados atualmente são o TPC/IP (protocolo padrão na Internet), NetBEUI e IPX/SPX.

    Podemos fazer uma analogia com o sistema telefônico: veja que as linhas, centrais, aparelhos, etc. servem para criar uma ligação que permite a transmissão de voz. Mas, para que duas pessoas possam se comunicar usando o telefone, existem vários padrões. Por exemplo, para falar com um amigo você discará seu número, ele atenderá e dirá “alô” para mostrar que está na linha. Vocês se comunicarão usando a

    língua Portuguesa, que também é um conjunto de códigos e convenções e, finalmente, quando quiser terminar a conversa, você irá despedir-se e desligar o telefone.

    Os protocolos de rede têm a mesma função: permitir que um pacote de dados realmente chegue ao micro destino, e que os dados sejam inteligíveis para ele. Para existir comunicação, é preciso que todos os micros da rede utilizem o mesmo protocolo (você nunca conseguiria comunicar-se com alguém que falasse Chinês, caso conhecesse apenas o Português, por exemplo).

    É possível instalar vários protocolos no mesmo micro, para que ele torne-se um “poliglota” e possa se entender com micros usuários de vários protocolos diferentes. Se você usa o protocolo NetBEUI em sua rede, mas precisa que um dos micros acesse a Internet (onde e utilizado o protocolo TCP/IP), basta instalar nele os dois protocolos. Assim ele usará o TCP/IP para acessar a Internet e o NetBEUI para comunicar-se com os outros micros da rede. Dentro do Windows 98, você pode instalar e desinstalar protocolos através do ícone “redes” no painel de controle.

    Existe apenas um pequeno problema em usar vários periféricos no mesmo micro que é uma pequena perda de desempenho, já que ele terá de lidar com mais solicitações simultâneas, por isso é recomendável manter instalados apenas os protocolos que forem ser usados. De qualquer forma, conforme os PCs vem tornando-se mais rápidos, esta queda vem tornando-se cada vez menos perceptível.

:. Recursos

    Tudo que é compartilhado através da rede, seja um arquivo, um CD-ROM, disco rígido ou impressora, é chamado de recurso. O micro que disponibiliza o recurso é chamado de servidor ou host, enquanto os micros que usam tal recurso são chamados de clientes, ou guests. Talvez o tipo mais conhecido (e mais obsoleto) de rede cliente-servidor, sejam as antigas redes baseadas em mainframes e terminais burros, onde todo o processamento era feito no servidor, enquanto os terminais funcionavam apenas como interfaces de entrada e saída de dados.

    Num conceito mais moderno, existem vários tipos de servidores: servidores de disco (que disponibilizam seu disco rígido para ser usado por estações sem disco rígido, mas com poder de processamento), servidores de arquivos (que centralizam e disponibilizam arquivos que podem ser acessados por outros micros da rede), servidores de fax (que cuidam da emissão e recepção de faxes através da rede), servidores de impressão (que disponibilizam uma impressora) e assim por diante. Dependendo do seu poder de processamento e de como estiver configurado, um único

    micro pode acumular várias funções, servindo arquivos e impressoras ao mesmo tempo, por exemplo.

    Existem também servidores dedicados e servidores não-dedicados. A diferença é que enquanto um servidor dedicado é um micro reservado, um servidor não dedicado é um micro qualquer, que é usado normalmente, mas que ao mesmo tempo disponibiliza algum recurso. Se você tem 5 micros numa rede, todos são usados por alguém, mas um deles compartilha uma impressora e outro disponibiliza arquivos, temos dois servidores não dedicados, respectivamente de impressão e de arquivos.

    Outro vocábulo bastante usado no ambiente de redes é o termo “estação de trabalho”. Qualquer micro conectado à rede, e que tenha acesso aos recursos compartilhados por outros micros da rede, recebe o nome de estação de trabalho. Você também ouvirá muito o termo “nó de rede”. Um nó é qualquer aparelho conectado à rede, seja um micro, uma impressora de rede, um servidor ou qualquer outra coisa que tenha um endereço na rede.

:. N.O.S.

    Finalmente chegamos ao último componente da rede, o NOS, ou “Network Operational System”. Qualquer sistema operacional que possa ser usado numa rede, ou seja, que ofereça suporte à redes pode ser chamado de NOS. Temos nesta lista o Windows 3.11 for Workgroups, o Windows 95/98, Windows NT, Windows 2000, Novell Netware, Linux, Solaris, entre vários outros. Cada sistema possui seus próprios recursos e limitações, sendo mais adequado para um tipo específico de rede.

    Hoje em dia, os sistemas mais usados como servidores domésticos ou em pequenas empresas são o Windows 2000 Server (ou NT Server) e o Linux, que vem ganhando espaço. O mais interessante é que é possível misturar PCs rodando os dois sistemas na mesma rede, usando o Samba, um software que acompanha a maior parte das distribuições do Linux que permite que tanto uma máquina Linux acesse impressoras ou arquivos de um servidor Windows, quanto que um servidor Linux substitua um servidor Windows, disponibilizando arquivos e impressoras para clientes rodando Windows.

    O Samba não é tão fácil de configurar quanto os compartilhamentos e permissões de acesso do Windows, mas em termos de funcionalidade e desempenho não deixa nada a desejar. Você pode encontrar maiores informações sobre ele no

    http://www.samba.org/

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