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CONCEITO DE MODA FORA DAS PASSARELAS

By Brian Perez,2014-07-15 15:26
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    CONCEITO DE MODA FORA DAS PASSARELAS

    Andreana Buest

    Mestranda do Programa de Pós Graduação em Tecnologia do Cefet PR

    Professora do Curso de Design de Moda da UTP

    A proposta deste ensaio surgiu durante o período de realização do 18º. São Paulo Fashion Week (SPFW figura 1), de 14 a 19 de janeiro de 2005, um dos principais eventos de moda da América Latina. Para este trabalho o foco de análise foi desviado para o espetáculo fora da passarela.

    Seis notícias (apresentadas no anexo) retiradas de dois sites brasileiros permitiram o

    início a pesquisa, chamaram a atenção para os lounges, para a importância destes espaços

    de integração, nos eventos de moda. Assim, o foco deste ensaio está na configuração do espaço externo da bienal e nos lounges da Melissa (marca de calçados) e do estilista Caio

    1, que apresentou sua coleção em forma de instalação e não tradicionalmente na Gobbi

    passarela. O ensaio segue com a apresentação do contexto do evento São Paulo Fashion Week e dos lounges acima citados. A análise desses espaços procurou se embasar nas teorias de Edmond Couchot e de Derrick de Kerckhove, a respeito de interatividade e co-autoria, nos conceitos de Guy Debord sobre a sociedade espetacular e de Gilles Lipovetsky e Cleide Riva Campelo sobre o fenômeno da moda.

    Antes de iniciar a análise, vale contextualizar o Desfile de Moda na sociedade ocidental. Em um trabalho apresentado à disciplina de História da Técnica e da Tecnologia foi possível detectar o aparecimento da primeira forma de Desfile de Moda por volta de 1860 em Paris, durante a Revolução Industrial inglesa, atrelado a toda uma série de modificações na produção do vestuário. A partir deste estudo, surgiu o interesse em entender como os Desfiles de Moda se colocam atualmente, qual o seu papel no sistema da

     1 CAIO GOBBI Estudou desenho de moda na faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e estilo na Central Saint Martin?s, em Londres. Ao longo dos anos 90, apresentou desfiles em diversos eventos de moda, ganhou prêmios como o "estilista revelação da noite ilustrada", da Folha de S. Paulo, e conquistou o público clubber do país com suas roupas extravagantes. Em 2000, lançou sua segunda marca, a GOBBI JEANS, junto com a inauguração de sua primeira loja e com as primeiras exportações para os EUA e Espanha. Em 2002, consagrou-se como estilista pioneiro da era virtual no Brasil, ao apresentar sua coleção de inverno através do site da jornalista Erika Palomino. Longe das passarelas, Caio Gobbi também é conhecido por desenhar uniformes para grandes marcas como Yopa, Lancôme, Omo, Brastemp e Vicunha.

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    moda e quais as relações (e os resultados) que este tipo de espetáculo estabelece com outras mídias, com outras áreas.

    A proposta deste ensaio é, portanto, se aproximar do tema a ser trabalhado na dissertação, Desfile de Moda, por meio do espaço montado em torno da passarela. As informações coletadas das reportagens foram agrupadas em três grupos de análise, que foram denominados: Moda e Tecnologia; Moda e Cultura; Moda, Interconectividade e a questão da co-autoria.

    SPFW

    "Sempre acreditei que só pensando juntos, e de forma organizada, fortaleceríamos o

    negócio da moda no Brasil. Um país como o nosso, de proporções continentais,

    precisava ter um centro de lançamentos para expandir seus negócios além-mar.

    Precisava mostrar a mesma força e estrutura que outros grandes produtores de

    2moda do mundo".

    O Calendário Oficial da Moda Brasileira (COMB) foi criado em 1996 para unificar os segmentos da cadeia têxtil nacional e é responsável pelos eventos São Paulo Fashion Week e Amni Hot Spot (projeto de apoio a novos estilistas). O SPFW acontece semestralmente no prédio da Fundação Bienal de São Paulo, apresentando as principais coleções brasileiras de prêt-à-porter feminino e masculino e moda praia, consagrando-se como o evento de moda mais importante do país, tornando-se referência no mundo todo e permitindo interfaces com projetos sociais e artísticos: Bia Lessa, Lasar Segall, Mari Stockler, Dormice, Guto Lacaz, Irmãos Campana e Daniela Thomas participaram com obras abertas no espaço, trazendo para a moda a veia inquisidora da arte. O público do SPFW gira em torno de 100 mil pessoas. A cobertura de mídia só perde para o futebol, gerando cerca de R$ 300 milhões em mídia espontânea, mais de 5.000 páginas de jornal e revistas e quase 600 horas de tv, entre canais abertos e por assinatura. A transmissão ao vivo dos desfiles pela internet também só perdeu para os jogos da copa do mundo.

     2 Paulo Borges, criador e diretor artístico do COMB. Disponível em: http://pphp.uol.com.br/comb/html/

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Moda e Cultura

    O Desfile de Moda é uma das formas de proliferação das psicotecnologias citadas por Kerckhove, “inventadas na junção entre a invenção humana, o apoio institucional e a

    necessidade básica”, o vestir.

    “A moda consumada vive de paradoxos:

    sua inconsciência favorece a consciência;

    suas loucuras o espírito de tolerância;

    seu mimetismo, o individualismo; sua

    frivolidade, o respeito pelos direitos do

    homem”. (Lipovetsky, p. 19)

    Segundo Cleide Riva Campelo no livro Caleidoscorpos a moda é uma mídia secundária, que engloba tudo o que é colocado sobre o corpo: ornamentos, pinturas corporais, tatuagens, complementos o sistema da moda. A mídia secundária amplia a

    mensagem da mídia primária, o corpo e está ao mesmo tempo sujeita a ele. Sabe-se que o Desfile de Moda promove a universalização do corpo, afastando-o de limites físicos. As imagens corpóreas apresentadas são sustentadas pela tecnologia e constroem narrativas sobre o corpo para estabelecer significações que estejam de acordo com a cultura. È possível perceber em eventos como o SPFW que as personalidades coletivas representantes de segmentos de mercado interpretam, conforme Kerckhove, hábitos de compra definidos por gostos, disposições e atitudes. A organização dos lounges e dos próprios desfiles são organizados nesses segmentos de mercado (público alvo).

    Dentro desses segmentos, a imagem corpórea, a estrutura do corpo vestido é manipulada, evidenciando partes mais atraentes do mesmo, eleitas segundo valores estéticos daquele momento. Nesse contexto o que importa é o conceito da marca, que desencadeia um campo de relações e conexões sociais.

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    A mostra ―Olhares do Brasil‖ é um exemplo da importância do conceito, da idéia de

    atitude que vai encaminhar todo o evento. Esses espaços paralelos à passarela representam as idéias que criarão as personalidades coletivas que Kerckhove cita. São nesses espaços que se cria a cultura de moda, que coloca frente a frente bonecos gigantes do carnaval de Olinda com animais robóticos, que apresenta cosméticos, ecologia, customização de bolsas, ―sandalinhas‖, comida, cultura, desenvolvimento sustentável e projeções de filmes e documentários nacionais. Os espaços gigantescos da bienal foram, de acordo com o designer Muti Rabdolph, desconstruídos para recebem os urbanóides, os bichos da cidade, o segmento da metrópole.

Moda e Tecnologia

    O uso constante de aparatos tecnológicos teve grande influência na mudança de comportamento dos indivíduos. A facilidade de utilização e a rapidez das informações na internet permitem que os usuários administrem de forma diferente suas relações pessoais, sociais, de aprendizagem e de trabalho. Os ambientes interativos propiciaram novas situações que transformaram as possibilidades de participação, interferência e expressão dos usuários. A relação usuário / informação / suporte passou a se desenvolver nesses ambientes, permitindo a participação em eventos, experiências de presença e ação à distância.

    De acordo com McLuhan “Quando a

    informação se move a uma velocidade

    elétrica, o mundo das tendências e dos

    rumores torna-se o mundo real”. Marshall

    McLuhan (Kerckhove, p.179). É com base

    neste conceito que este ensaio pretende

    analisar os lounges montados no SPFW.

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    Todo o pavilhão da bienal (quadro 1) foi montado para que se veiculassem as imagens dos desfiles que aconteciam em outro ambiente. Por meio das tecnologias que possibilitam a interconectividade, espaços interativos, telões, vídeos e internet o espectador do SPFW teve a sua disposição a apresentação dos bastidores dos desfiles, imagens ampliadas das principais criações, sons, entrevistas com os criadores, modelos e produtores, etc. De acordo com Muti Randolph, designer responsável pelo visual da bienal, a utilização do computador possibilita a criação de um ambiente interativo, um ―universo único, só meu,

    e que representa bem meu próprio mundo”. Nos eventos de moda procura-se cada vez mais

    trazer a tecnologia como suporte para a criação do conceito do evento, da roupa, da marca, do artista. Segundo Muti Randolph é preciso ―forçar a barra da tecnologia, de expandir os

    limites”.

    No lounge da marca Melissa (quadro 2), o designer Muti Randolph utiliza a tecnologia para estabelecer e fortalecer o conceito do próximo produto: a Melissa Loverobots. O mecanismo cibernético, robótico entra em cena, desfilando a tendência de calçados, criando uma atmosfera espetacular. Na mesma sala um outro aparato tecnológico acompanha os movimentos dos visitantes, observando, captando imagens do ―mundo humano‖.

    No lounge de Caio Gobbi, a maquiagem não está no rosto das manequins, mas projetada “num telão, um rosto de boneca, visto de frente e perfil”. Apresentado a roupa,

    os acessórios e a maquiagem separadamente, o estilista desfragmentou a percepção do vestir dos espectadores. O observador não percebeu a coleção como na passarela, em movimento, mas estática, porém próxima e acessível. A tecnologia utilizada em ambientes 5

    externos às passarelas é uma nova forma de linguagem de extrema rapidez, que potencializa a velocidade das informações de moda e que modifica a impressão dos espectadores com relação ao desfile em si.

    Em uma única e enorme instalação de vídeo (figura 3), ou em ambientes de interação, essas informações chegavam a um público menos seleto, que não tinha credencial para entrar nos ambientes dos desfiles. Nos lounges o público interage e as marcas patrocinadoras do evento exibem seus conceitos de mercado.

    O espaço dos lounges se configurou como um espetáculo à parte, mediado pela tecnologia dos meios de comunicação em massa e que supervalorizam e recriam a aura do desfile em si. Nos lounges acontece, então, a segunda etapa do desfile. A consagração, o recorte dos melhores ângulos, o clima do evento.

    Neste contexto, a tecnologia tem o papel de criar a magia, criar o espetáculo fora das passarelas, da mesma forma que um ritual. As representações desse ritual, dos bastidores do evento podem ser consideradas como espetáculo, de acordo com Guy Debord que considera a vida das sociedades como uma imensa acumulação de espetáculos, em que o que se vive se torna uma representação. É no espetáculo que se encontram o olhar iludido e a falsa consciência. O autor explica que o espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada pelas imagens e constitui o modelo atual da vida dominante na sociedade.

    O suporte tecnológico utilizado em eventos como o SPFW é a mágica que cria as representações do mundo (no caso do mundo da moda), colaborando para aumentar e modificar as possibilidades de criação, aprendizagem e experimentação dos espectadores. 6

    É este aparato tecnológico e mágico que Cleide

    Riva Campelo descreve como mídia terciária,

    responsável pela divulgação das imagens corpóreas

    modificadas (figura 4) a televisão, o cinema, as

    revistas, o rádio, a internet, o desfile, etc.

    Essa mídia terciária é responsável pela aceitação / rejeição social da imagem corpórea ornamentada. (Campelo, 1996:10). Essa mídia é responsável pela aura dos desfiles, pela moda espetacular, que passa a ser mistificada, repetida, re-encenada, reproduzida.

Moda, Interconectividade e a Questão da Co-Autoria

    A Estética da Comunicação foi estabelecida na década de 80 por Mario Costa e Fred Forest. Este conceito remete á comunicação em massa, mas funciona também ao se estudar as possibilidades de interação e feedback oferecidas pelas redes de telecomunicações. Para estes teóricos, a arte produzida por dispositivos midiáticos nega a primazia da obra de arte acabada e instaura uma estética do evento, onde a obra é uma constante abertura. Reinventar, inovar, e disponibilizar as imagens dos Desfiles de Moda do SPFW em outros canais, não apenas ao vivo na passarela, alterou os paradigmas estéticos tradicionais, normalmente atrelados à moda, graças a uma tecnologia mídiatico-interativa. A moda deixou de ser acabada e estática, imposta e restrita, para se tornar dinâmica e interativa, que não pode mais ser vista separada de seu usuário.

    Edmond Couchot em "A Arte pode ainda ser um relógio que adianta? O autor, a

    obra e o tempo real", faz colocações quanto à interatividade, afirmando que "... depois da

    primeira metade do século, manifestou-se (...) uma corrente de idéias que tentou introduzir uma relação mais imediata entre a arte e seu público. Seu objetivo era fazer o espectador participar na própria elaboração das obras de arte".

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    Nos lounges analisados neste ensaio verificou-se exatamente essa necessidade da participação, da aproximação do usuário. Nas reportagens foram encontradas afirmações como a importância da interação com o público (reportagem nº 3); público antenado

    (reportagem nº 2); ―Enquanto jornalistas e convidados conheciam de perto e com todo o tempo possível para examinar e até tocar as peças, o próprio estilista ficava dando entrevistas, explicando o formato da apresentação e os diferenciais da coleção” (reportagem nº 5); ―colocar o público em contato com a roupa. Ter a possibilidade de tocá-la e analisar os detalhes com mais calma. (...) eu estou mais disponível para atender a todos”. (reportagem nº 6);

    È interessante perceber, de forma cada vez mais constante a preocupação com espaços destinados a instalações, interações e performances de arte tecnológica nos eventos de moda. A preocupação em reunir os observadores em cenários em que seu papel passivo seja reduzido. È uma tentativa de reafirmar que, como a arte, a moda não é fechada, mas processual, e pode se desenvolver a partir de dispositivos interativos. No caso da instalação do estilista Caio Gobbi, o espectador entrou na obra que é o próprio ambiente. "É o corpo

    inteiro do espectador e não mais somente o seu olhar que se inscreve na obra, enquanto esta ganha em extensão‖. Couchot

    Ainda com relação à instalação de Caio Gobbi vale citar Couchot: "O artista delega

    ao observador uma parte de sua responsabilidade de autor". O artista apenas assegura a coerência e continuidade do processo artístico”. Caio Gobbi promoveu o que o autor

    denomina de imersão, navegação, exploração, conversação, que privilegia “...um visual

    enriquecido e 'recorporalizado', fortemente sinestésico, em detrimento de um visual 8

retiniano (linear e seqüencial) e recompõe uma outra hierarquia do sensível". O estilista

    trocou o olhar retiniano, passivo, característico dos desfiles em passarela para um olhar participativo e interativo da instalação.

    3 cita em ―Em busca de uma nova estética‖, o conceito de Priscila Arantes

    interestética trabalhado por Edmond Couchot no ensaio “A segunda interatividade: em

    direção a novas práticas artísticas". Essa idéia vem como complemento da questão da

    interatividade. Segundo a autora a interestética se refere a uma concepção de estética centrada no contexto, desloca a estética centrada no objeto para a estética centrada no contexto e nas situações relacionais. Nas reportagens analisadas percebe-se a presença dos discursos de outras áreas, como a arte, a fotografia, o cinema e o design. Caio Gobbi afirma que o conceito de sua coleção “une mundos totalmente diferentes”. Muti Randolph valoriza

    a presença de “projeções de trabalhos de artistas plásticos, cineastas, fotógrafos”.

    A reportagem de nº 1 ressalta a importância da aproximação de “áreas irmãs, como

    fotografia, ilustração, design e, certo, vídeo e cinema”.

    O hibridismo presente nesse evento (e em outros) pretende diminuir barreiras, levando para o interior da estética da moda as inter-relações e inter-conexões com outras áreas. A idéia de interestética aplicada à moda rompe com qualquer tentativa de “fronteira

    rígida entre perto e longe, artificial e natural, real e virtual” (Patrícia Arantes). Essa

    procura pela interação, modifica o papel do autor, da moda e do observador. Afeta não somente o sujeito, mas a imagem e o objeto.

    Como mecanismo de cultura de massas (Kerckhove), o Desfile de Moda está mais e mais se direcionando para dentro do receptor e ao mesmo tempo vem criando uma interface com ele permitindo interpretações pessoais ainda que limitadas. Nesse ponto a questão da autoria de uma obra, de uma criação de moda, se torna mais complicada para analisar. Nestes ambientes não é possível estabelecer um total controle sobre como o espectador vai entender a roupa. Mesmo no desfile convencional, realizado em passarelas, as idéias dos estilistas são previstas, mas não estão circunscritas a uma só interpretação a roupa é uma

    linguagem co-autora do processo.

     3 disponível em www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2014&cd_materia=692

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    Sabe-se que o Desfile de Moda é apresentado para um público restrito de profissionais, compradores e convidados. Os lounges seriam então uma tentativa de aproximar o espectador da moda? De proporcionar uma mudança de percepção sobre o vestuário? A co-autoria insere o coletivo no processo. Os lounges inserem o espectador no desfile. A presença da tecnologia permite que os espectadores participem da recriação, da reinterpretação, das representações da moda.

    A questão da busca frenética pela inovação na moda, assim como na arte, acaba permitindo a descentralização da criação pelo autor, permite a interferência de outros olhares e interpretações. A tecnologia é o meio que retira do autor a responsabilidade, a individualidade e o papel único. É tênue a linha entre quem é o autor no Desfile de Moda

    o fabricante de tecidos? O estilista ou o espectador que vai coordenar a roupa da maneira que lhe convier? Ou é ainda a modelo que a reinterpreta na passarela? Ou o produtor que define as diretrizes de um Desfile? Serão os compradores, fotógrafos, jornalistas de moda que selecionam as roupas que aparecerão na mídia?

    Concluindo, este ensaio pretendeu observar o universo dos Desfiles de Moda, utilizando as teorias que estudam as interferências midiáticas, a modificação da relação autor, obra, espectador e as novas representações do vestir trazidas pela tecnologia.

    A tecnologia empregada no SPFW disponibilizou acesso a textos, imagens, sons e vídeos de uma maneira instantânea aos usuários, estendendo a percepção e ampliando as ações dos que participam. Procurou-se uma experiência bidirecional individualizada que difere da experiência do telefone e da recepção unidirecional das mensagens da televisão.

    Vale finalizar o ensaio com a afirmação de Gilles Lipovetsky, de que ―é preciso

    redinamizar, inquietar novamente a investigação da moda, objeto fútil, fugidio, contraditório por excelência, certamente, mas que, por isso mesmo deveria estimular ainda mais a razão teórica‖ (Lipovetsky p.10).

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