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OS TIPOS DE CONHECIMENTO HUMANO

By Lillian Pierce,2014-07-13 19:35
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     Metodologia do Trabalho Científico - Prof. José Joaquim Soares

    OS TIPOS DE CONHECIMENTO HUMANO

     Conhecimento consiste em uma crença verdadeira e justificada (Platão, 428ac a 347ac) A forma de buscar as realidades vem do conhecimento, não das coisas, mas do além das coisas. Esta busca racional é contemplativa, isto significa buscar a verdade no interior do

    próprio homem.

    Conhecimento é a relação que se estabelece entre sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a

    conhecer. Segundo Cortella (1999), o conhecimento é a relação na qual intervêm o sujeito e o objeto, não estando a verdade nem no sujeito,

    nem no objeto, mas precisamente na interação entre eles.

    Por que conhecer?

     O ser humano conhece basicamente movido por duas necessidades intrínsecas: sobrevivência e evolução. Como conhecer?

     O ser humano, assim como todo ser vivente, conhece o mundo ao seu redor através dos sentidos. Constata-se assim que, o

    conhecimento em sua manifestação mais elementar, é produto da percepção sensorial. Contudo, o ser humano vai além disto, pois produz

    conhecimento através do raciocínio. Cervo e Bervian (2004) explicam esta diferença entre conhecimento sensível e conhecimento intelectual.

    O conhecimento sensível corresponde à apropriação física, “por exemplo, a representação de uma onda luminosa, de um som, o que acarreta uma modificação de um órgão corporal do sujeito cognoscente”. Observam que “tal tipo de conhecimento é encontrado tanto em animais como

    no homem.”. Já o conhecimento intelectual ou racional corresponde a uma representação não sensível, “o que ocorre com realidades tais como conceitos, verdades, princípios e leis”.

     No processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente pode penetrar em todas as esferas do conhecimento: ao estudar

    o homem, por exemplo, pode-se tirar uma série de conclusões sobre a sua atuação na sociedade, baseada no senso comum ou na

    experiência cotidiana; pode-se analisá-lo como um ser biológico, verificando através de investigação experimental, as relações existentes entre

    determinados órgãos e suas funções; pode-se questioná-lo quanto à sua origem e destino, assim como quanto à sua liberdade; finalmente,

    pode-se observá-lo como ser criado pela divindade, à sua imagem e semelhança, e meditar sobre o que dele dizem os textos sagrados.

     Apesar da separação metodológica entre os tipos de conhecimento popular, filosófico, religioso e científico, estas formas de conhecimento

    podem coexistir na mesma pessoa: um cientista, voltado, por exemplo, ao estudo da física, pode ser crente praticante de determinada religião,

    estar filiado a um sistema filosófico e, em muitos aspectos de sua vida cotidiana, agir segundo conhecimentos provenientes do senso comum.

     Para melhor entender cada um desses tipos de conhecimento, vamos inicialmente traçar um paralelo entre o conhecimento científico e o

    conhecimento popular, para depois sinteticamente identificar o que caracteriza cada um deles.

O conhecimento científico e outros tipos de conhecimento

     Ao se falar em conhecimento científico, o primeiro passo consiste em diferenciá-lo de outros tipos de conhecimentos existentes. Para tal,

    analisemos uma situação muito presente no nosso cotidiano.

     O parto no âmbito popular (parteira) e o parto no âmbito da ciência da medicina (maternidade). Tipos de conhecimentos que se encontram mesclados neste exemplo:

     - Empírico, popular, vulgar: transmitido de geração em geração por meio da educação informal e baseado na imitação e na experiência

    pessoal.

     - Científico: conhecimento obtido de modo racional, conduzido por meio de procedimentos científicos. Visa explicar "por que" e "como" os

    fenômenos ocorrem.

Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico

     O conhecimento vulgar ou popular, também chamado de senso comum, não se distingue do conhecimento científico nem pela veracidade,

    nem pela natureza do objeto conhecido. O que diferencia é a FORMA, O MODO OU O MÉTODO E OS INSTRUMENTOS DO CONHECER.

    Aspectos a considerar:

     A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade.

     Um objeto ou um fenômeno pode ser matéria de observação tanto para o cientista quanto para o homem comum. O que leva um ao

    conhecimento científico e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação.

     Tanto o "bom senso", quanto a "ciência" almejam ser racionais e objetivos.

Características do Conhecimento Popular

     Se o "bom senso", apesar de sua aspiração à racionalidade e objetivo, só consegue atingir essa condição de forma muito limitada, pode-

    se dizer que o conhecimento vulgar, popular, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com as

    coisas e os seres humanos.

    "É o saber que preenche a nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se

    haver refletido sobre algo". (Babini, 1957:21).

     Verificamos que o conhecimento científico diferencia-se do popular muito mais no que se refere ao seu contexto metodológico do que

    propriamente ao seu conteúdo. Essa diferença ocorre também em relação aos conhecimentos filosófico e religioso (ou teológico).

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    CONHECIMENTO POPULAR

    Superficial - conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas. Sensitivo - referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária.

    Subjetivo - é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos.

    Assistemático - a organização da experiência não visa a uma sistematização das idéias, nem da forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las.

    Acrítico - verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica. Exemplo: A chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho

    de girar a chave sem emperrar.

CONHECIMENTO FILOSÓFICO

     É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar

    sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. A filosofia encontra-se sempre à procura do que é

    mais geral, interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes

    indagações do espírito humano, buscando até leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência.

     Exemplo: "O homem é a ponte entre o animal e o além-homem" (Friedrich Nietzsche, 1844-1900) Valorativo - seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação. As hipóteses filosóficas baseiam-se

    na experiência e não na experimentação.

    Não verificável - os enunciados das hipóteses filosóficas não podem ser confirmados nem refutados.

    Racional - consiste num conjunto de enunciados logicamente correlacionados.

    Sistemático - suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade.

    Infalível e exato - suas hipóteses e postulados não são submetidos ao decisivo teste da observação, experimentação.

CONHECIMENTO RELIGIOSO OU TEOLÓGICO

     Apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas, valorativas, por terem sido reveladas pelo sobrenatural, inspiracional e, por

    esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis, indiscutíveis e exatas. É um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado,

    finalidade e destino) como obra de um criador divino. Suas evidências não são verificadas. Está sempre implícita uma atitude de fé perante um

    conhecimento revelado. O conhecimento religioso ou teológico parte do princípio de que as verdades tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por

    consistirem em revelações da divindade, do sobrenatural.

CONHECIMENTO CIENTÍFICO

    Real, factual - lida com ocorrências, fatos, isto é, toda forma de existência que se manifesta de algum modo. Contingente - suas proposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida através da experimentação e não pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico.

    Sistemático - saber ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos. Verificável - as hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência.

    Falível - em virtude de não ser definitivo, absoluto ou final.

    Aproximadamente exato - novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.

MÉTODOS CIENTÍFICOS

     Todas as ciências caracterizam-se pela utilização de métodos científicos; em contrapartida, nem todos os ramos de estudo que empregam

    estes métodos são ciências. Dessas afirmações podemos concluir que a utilização de métodos científicos não é da alçada exclusiva da ciência,

    mas não há ciência sem o emprego de métodos científicos.

Conceitos de método

    "Caminho pelo qual se chega a determinado resultado, ainda que esse caminho não tenha sido fixado de antemão de modo refletido e

    deliberado". (Hegenberg, 1976:II-115).

    "Forma de selecionar técnicas e avaliar alternativas para ação científica". (Ackoff In: Hegenberg, 1976:II-116). "Forma ordenada de proceder ao longo de um caminho". (Trujillo, 1974:24).

    "Ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado". (Jolivet, 1979:71). "Conjuntos de processos que o espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da verdade". (Cervo e Bervian, 2004:23).

    "Caracteriza-se por ajudar a compreender, no sentido mais amplo, não os resultados da investigação científica, mas o próprio processo de

    investigação". (Kaplan In: Grawitz, 1975:I-18).

Desenvolvimento histórico do método

     A preocupação em descobrir e, portanto, explicar a natureza vem desde os primórdios da humanidade, quando as duas principais

    questões referiam-se às forças da natureza, a cuja mercê vivia os homens, e à morte. O conhecimento mítico voltou-se à explicação desses

    fenômenos, atribuindo-os a entidades de caráter sobrenatural. A verdade era impregnada de noções supra-humanas e a explicação fundamentava-se em motivações humanas, atribuídas a "forças" e potências sobrenaturais.

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     À medida que o conhecimento religioso se voltou, também, para a explicação dos fenômenos da natureza e do caráter transcendental da

    morte, como fundamento de suas concepções, a verdade revestiu-se do caráter dogmático, baseada em revelações da divindade. É a tentativa

    de explicar os acontecimentos através de causas primeiras, os deuses, sendo o acesso dos homens ao conhecimento derivado da inspiração

    divina. O caráter sagrado das leis, da verdade, do conhecimento, como explicações sobre o homem e o universo, determina uma aceitação

    sem crítica dos mesmos, deslocando o foco das atenções para a explicação da natureza da divindade.

     O conhecimento filosófico, por sua vez, parte para a investigação racional na tentativa de captar a essência imutável do real, através da

    compreensão da forma e das leis da natureza.

     O senso comum, aliado à explicação religiosa e ao conhecimento filosófico, orientou as preocupações do homem com o universo.

     Somente no século XVI é que se iniciou uma linha de pensamento que propunha encontrar um conhecimento embasado em maiores

    garantias, na procura do real. Não se buscam mais as causas absolutas ou a natureza íntima das coisas; ao contrário, procuram-se

    compreender as relações entre elas, assim como a explicação dos acontecimentos, através da observação científica, aliada ao raciocínio.

    Da mesma forma que o conhecimento se desenvolveu, o método (a sistematização de atividades) também sofreu transformações.

     O pioneiro a tratar do assunto, no âmbito do conhecimento científico, foi Galileu Galilei? (1564-1642), primeiro teórico do método

    experimental. Discordando dos seguidores do filósofo Aristóteles, (384ac 322ac) considera que o conhecimento da essência íntima das substâncias individuais deve ser substituído, como objetivo das investigações, pelo conhecimento das leis que presidem os fenômenos. As

    ciências, para Galileu, não têm, como principal foco de preocupações, a qualidade, mas as relações quantitativas. Seu método pode ser

    descrito como indução experimental, chegando-se a uma lei geral através da observação de certo número de casos particulares. Os principais

    passos de seu método podem ser assim expostos: observação dos fenômenos; análise dos elementos constitutivos desses fenômenos, com a

    finalidade de estabelecer relações quantitativas entre eles; indução de certo número de hipóteses; verificação das hipóteses aventadas por

    intermédio de experiências; generalização do resultado das experiências para casos similares; confirmação das hipóteses, obtendo-se, a partir

    delas, leis gerais. Galileu Galilei parte do pressuposto de que o conhecimento científico é o único caminho seguro para a verdade dos fatos.

     Ao lado de Galileu e Francis Bacon, no mesmo século, surge René Descartes? (1596 -1650). Com sua obra, Discurso do Método,

    afasta-se dos processos indutivos, originando o método dedutivo. Para ele, chega-se à certeza através da razão, princípio absoluto do conhecimento humano. Postula, então, quatro regras: evidência, que diz para não acolher jamais como verdadeira uma coisa que não se reconheça evidentemente como tal, isto é, evitar a precipitação e o preconceito e não incluir juízos, senão aquilo que se apresenta com tal

    clareza ao espírito que torne impossível a dúvida; análise, que consiste em dividir cada uma das dificuldades em tantas partes quantas necessárias para melhor resolvê-las, ou seja, o processo que permite a decomposição do todo em suas partes constitutivas, indo sempre do

    mais para o menos complexo; síntese, entendida como o processo que leva à reconstituição do todo, previamente decomposto pela análise, consistindo em conduzir ordenadamente os pensamentos, principiando com os objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir, em

    seguida, pouco a pouco, até o conhecimento dos objetos que não se disponham, de forma natural, em seqüências de complexidade crescente;

    enumeração, que consiste em realizar enumerações tão cuidadosas e revisões tão gerais que se possa ter certeza de nada haver omitido.

     Com o passar do tempo, outras visões foram sendo incorporadas aos métodos existentes, fazendo com que surgissem também outros

    métodos, como veremos adiante. Antes, porém, cabe apresentar o conceito de método moderno, independente do tipo.

     Para tal, será considerado que o método científico é a teoria da investigação e que esta alcança seus objetivos, de forma científica,

     quando cumpre ou se propõe a cumprir as seguintes etapas:

    Descobrimento do problema - ou lacuna, num conjunto de acontecimentos. Se o problema não estiver enunciado com clareza, passa-se à etapa seguinte; se estiver, passa-se à subseqüente;

    Colocação precisa do problema - ou ainda, a recolocação de um velho problema à luz de novos conhecimentos (empíricos ou teóricos, substantivos ou metodológicos);

    Procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema - ou seja, exame do conhecido para tentar resolver o problema; Tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identificados - se a tentativa resultar inútil, passa-se para a etapa seguinte, em caso contrário, à subseqüente;

    Invenção de novas idéias - hipóteses, teorias ou técnicas ou produção de novos dados empíricos que prometam resolver o problema; Obtenção de uma solução - exata ou aproximada do problema, com o auxílio do instrumental conceitual ou empírico disponível; Investigação das conseqüências da solução obtida - em se tratando de uma teoria, é a busca de prognósticos que possam ser feitos com seu auxílio. Em se tratando de novos dados, é o exame das conseqüências que possam ter para as teorias relevantes; Prova ou comprovação da solução - confronto da solução com a totalidade das teorias e da informação empírica pertinente. Se o resultado é satisfatório, a pesquisa é dada como concluída, até novo aviso. Do contrário, passa-se para a etapa seguinte; Correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da solução incorreta - esse é, naturalmente, o começo de

    um novo ciclo de investigação.

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Métodos específicos das Ciências Sociais

     A maioria dos autores faz distinção entre "método" e "métodos", porém, se de um lado a diferença ainda não ficou clara, de outro,

    continua-se utilizando o termo "método" para tudo. Para fazer uma distinção entre os dois termos, chamaremos de métodos de abordagem

    quando se tratar de uma abordagem mais ampla, em um nível de abstração mais elevado, dos fenômenos da natureza e da sociedade.

     Assim, teríamos, em primeiro lugar, os métodos de abordagem assim discriminados:

    Método Indutivo - cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexão ascendente);

    Método Dedutivo - que, partindo das teorias e leis, na maioria das vezes previa a ocorrência dos fenômenos particulares (conexão descendente);

    Método Hipotético-Dedutivo - que se inicia por uma percepção de uma lacuna nos conhecimentos, acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese. Método Dialético - que penetra o mundo dos fenômenos, através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade.

     Por sua vez, os métodos de procedimentos seriam etapas mais concretas da investigação, com finalidade menos abstrata e mais restrita em termos de explicação geral dos fenômenos. Dir-se-ia até serem técnicas que, pelo uso mais abrangente, se transformaram em

    métodos. Pressupõem uma atitude concreta em relação ao fenômeno e estão limitados a um domínio particular. São os que veremos a seguir,

    na área restrita das ciências sociais, em que geralmente são utilizados vários, concomitantemente.

    Método Histórico - consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje. Para melhor compreender o papel que atualmente desempenham na sociedade, remonta aos períodos de sua formação e de suas modificações;

    Método Comparativo - é utilizado tanto para comparações de grupos no presente, no passado, ou entre os atuais e os do passado, quanto entre sociedades de iguais ou de diferentes estágios de desenvolvimento;

    Método Monográfico - consiste no estudo de determinados indivíduos, profissões, instituições, condições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações;

    Método Estatístico - significa a redução de fenômenos sociológicos, políticos, econômicos etc., em termos quantitativos. A manipulação estatística permite comprovar as relações dos fenômenos entre si, e obter generalizações sobre sua natureza, ocorrência ou significado;

    Método Tipológico - apresenta certas semelhanças com o método comparativo. Ao comparar fenômenos sociais complexos, o pesquisador cria tipos ou modelos ideais (que não existam de fato na sociedade), construídos a partir da análise de aspectos essenciais do fenômeno;

    Método Funcionalista - é a rigor mais um método de interpretação do que de investigação. Estuda a sociedade do ponto de vista da função de suas unidades, isto é, como um sistema organizado de atividades;

    Método Estruturalista - o método parte da investigação de um fenômeno concreto, eleva-se, a seguir, ao nível abstrato, por intermédio da construção de um modelo que represente o objeto de estudo, retomando por fim ao concreto, dessa vez como uma realidade estruturada e

    relacionada com a experiência do sujeito social.

Bibliografia complementar:

CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

LAKATOS, Eva M.; MARCONI, Marina A.. Metodologia Científica. 6. ed. - 4. reimpr. São Paulo: Atlas, 2007.

    ?Galileu Galilei (1564-1642). Físico, matemático e astrônomo Italiano; descobriu a lei dos corpos e os quatro satélites de Júpiter; aperfeiçoou o

    telescópio de Zacharias Janssen; visão heliocêntrica: o sol como centro do universo; fez a balança hidrostática - que deu origem ao relógio de

    pêndulo. Pioneiro da matemática aplicada, da física e da astronomia e do Renascimento Científico.

    ?René Descartes (1596 -1650). Filósofo, físico e matemático francês. Descartes institui a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que possa

    ser provado; Os seus trabalhos permitiram o desenvolvimento de áreas científicas como a geometria analítica, o cálculo e a cartografia. Criou o

    plano cartesiano: dois eixos perpendiculares entre si (eixo dos x; eixo dos y).

    Fonte: www.jjsoares.com

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