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Caro Clenio, no tive tempo de fazer isto antes, mas como tenho

By Stephen Young,2014-04-15 07:45
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Caro Clenio, no tive tempo de fazer isto antes, mas como tenho

    Caro Clenio, não tive tempo de fazer isto antes, mas como tenho tido uma grande experiência em colaboração com países da África recentemente, estou respondendo as perguntas que você enviou. Estarei fora do CNPMS na próxima semana, por isto, qualquer outra informação veja com a Cláudia.

    > 1) Quais os objetivos da atuação da Embrapa Milho e Sorgo na África?

    O continente Africano possui condições de solo e clima muito similares ao Brasil e a xperiência agrícola brasileira usada por exemplo na conquista dos cerrados, e ainda em programas de agricultura familiar, pode ser repassada a vários países Africanos. No caso de países de lingua portuguesa (Angola e Moçambique por ex.), existe ainda grande identidade cultural. Ou seja, nossa tecnologia é muito mais apropriada às condições da África, do que a tecnologia agropecuária existente nos EUA ou Europa. Já há mais de 20 anos a EMBRAPA milho e sorgo tem enviado materiais genéticos adaptados a condições de acidez para programas da África (ex. variedade de milho CMS-36 do CNPMS, tolerante a solos ácidos, é a base de vários genótipos desenvolvidos em Camarões, África do Sul e Madagascar, para tolerância a acidez). O objetivo da EMBRAPA é então transferir tecnologia brasileira adaptada às condições do país, e isto tem sido feito principalmente na área de adaptação de milho e sorgo a estresses minerais como solos ácidos, toxidez de alumínio e eficiência no uso de P.

    2) A iniciativa faz parte do projeto financiado pela McKnight Foundation. Há interação com a Embrapa África (Acra e Gana)?

    A cooperação em larga escala do CNPMS com a África começou a cerca de 15 anos atrás, via projeto com a Comunidade Econômica Europeia, liderado pela Universidade de Hanover na Alemanha e do qual participaram a EMBRAPA-Milho e Sorgo, as Universidades de Barcelona e Cornell, o CIRAD na França e em Guadaloupe, o CINVESTAV no México, e o programa nacional de Camarões na África. O objetivo deste projeto foi avaliar em condições de solos ácidos tanto em Camarões quanto no Brasil e em Guadaloupe, genótipos de milho tolerantes a acidez, e ao mesmo tempo estudar em detalhes a fisiologia desta característica. Este projeto foi coordenado no CNPMS pelo Robert Schaffert, com a participação de grande número de pesquisadores locais (eu, Elto, Claudia, Vera, Antonio Marcos, Antonio Bahia, Carlos Alberto Vasconcelos, Gilson Pitta, etc.). O projeto teve duas fases de 4 anos cada (8 anos de duração). A seguir foi formado o projeto Mcknight, envolvendo EMBRAPA-CNPMS, Cornell, Purdue, Universidade de Moi no Kenya, empresa nacional de pesquisa agropecuária do Kenya (KARI-Kenyan Agriculture Research Institute)e tem como objetivo principal transferir fontes de tolerância a Al e de eficiência no uso de P em milho para o Kenya e ensinar a um país Africano (Kenya), como implantar localmente um programa de Desenvolvimento de Cultivares para estas características. Foram ainda feitos uma série de trabalhos nas áreas de mapeamento de QTLS para P e Al, estudos de microorganismos solubilizadores de fosfato, identificação de solos do Kenya e estudo de mecanismos de secreção de ácidos orgânicos nestes solos, capaz de liberar P para as plantas. Este projeto teve uma primeira fase de 4 anos coordenado pelo Schaffert e nestes últimos 2 anos é coordenado pela Claudia, indo até 2010.

    Uma outra linha de pesquisa que também envolve colaboração com a África é o projeto de biofortificação, financiado pelo programa Challenge e que visa produzir milho e outras culturas (mandioca, banana, batata doce, etc) com mais altos teores de vitamina

    A, e de micronutrientes como Fe e Zn. No CNPMS participam deste projeto o Paulo Evaristo, Schaffert, Maria Cristina e Valéria.

    Guilherme, hoje é Domingo, são 10:00 da manhã e eu tenho que ir para BH, por isto não vou seguir as perguntas que você fez, mas colocar pontos que acho importante você incluir na matéria !

    Existe uma quarta fase nestes programas com a África (primeira foi o programa com a Comunidade Econômica Européia, segunda o projeto Mcknight, terceira o projeto de Biofortificação). Esta quarta fase são os programs financiados pelo Challenge na área de tolerância a Al em Sorgo, e que são coordenados pelo Jurandir. Veja mais informações com a Cláudia.

    Além destes programas de pesquisa, uma outra atividade recente com a África foi o pedido do Governo de Angola ao Governo Brasileiro, para que pesquisadores da EMBRAPA participassem da criação naquele país, de um instituto de pesquisa semelhante à EMBRAPA. Eu partipei de uma missão à Angola a dois meses atrás por um período de 15 dias e o objetivo foi ajudar na implantação de um Centro de Pesquisa em Milho e Feijão. Participou também desta missão o colega Geovando Pereira do CNPAF. Foi possível verificar que as condições ecológicas do Planalto Central de Angola (região do Huambo) são muito semelhantes às de Sete Lagoas (veja foto 2 anexa), e que existe grande demanda principalmente por parte de pequenos agricultores, por tecnologias de uso de calagem e eficiência no uso de fertilizantes, tanto via genótipos mais eficientes quanto tecnologias de uso destes fertilizantes. Na foto 53 anexa (ver legenda abaixo) estão eu e Geovando da EMBRAPA, com colegas do IIA (instituto de investigação agrícola de Angola) e o líder da Cooperativa de Pequenos Agricultores de Chippipa (que é uma comunidade localizada na província de Huambo em Angola).

    Fotos 2- Lavoura de milho da Fazenda Mukakava , em Huambo, mostrando topografia muito indicada para mecanização.

    Foto 53 - Prédio da Cooperativa de Pequenos Agricultores de Chipipa. Na fileira da frente da esquerda para a direita estão: Eng. Felizardo

    (IIA-Angola onde IIA = Instituto de Investigação Agrícola de Angola), Geovando Pereira e Sidney Parentoni (EMBRAPA), Lambayala e Adriano (IIA) e Sr. Joaquim (líder da cooperativa da Chipipa).

    Quanto à relação entre estas atividades e o escritório da EMBRAPA-África em Ghana, o Paulo Galerani (que é um dos pesquisadores da EMBRAPA lotado no escritório em Ghana), participou conosco desta missão para implantação do Centro de Milho e Feijão em Angola, e ele tem participado de várias das reuniões dos projetos Mcknight, Challenge e Biofortificação que ocorreram na África, com a presença de pesquisadores do CNPMS. Ou seja, existe estreita colaboração com o escritório da EMBRAPA na África, em Ghana.

Bem, vou parando por aqui, mais informações no assunto, fale com o

    Schaffert ou a Claudia. Como disse antes, mando anexa as duas fotos que falei.

    Sidney

     Oi Claudia e Sidney,

    >

    > Conforme conversamos, gostaríamos de abordar na edição de julho no jornal > externo da Unidade, Grão em Grão, resultados da atuação da Embrapa Milho e > Sorgo no continente africano

    >

    > Desta forma seguem algumas sugestões de perguntas para serem discutidas > entre você e o Sidney. Tenham liberdade de alterá-las ou sugerir novas > abordagens.

    >

    > Gostaríamos, se possível, de receber as respostas até a tarde da próxima > sexta-feira, dia 11 de julho, já que o jornal deve ser distribuído até a > próxima segunda-feira, dia 14.

    >

    > Sugestões de perguntas:

    >

    > 1) Quais os objetivos da atuação da Embrapa Milho e Sorgo na África? >

    > 2) A iniciativa faz parte do projeto financiado pela McKnight Foundation. > Há interação com a Embrapa África (Acra e Gana)?

    >

    > 3) Quais são os objetivos da colaboração entre a Embrapa Milho e Sorgo e > os países africanos em que já estão sendo e ainda serão desenvolvidas > ações?

    >

    > 4) A introdução de germoplasmas de milho da Embrapa encontra-se em qual > estágio?

    >

    > 5) Há dados sobre a performance das cultivares Embrapa no continente > africano?

    >

    > 6) Existe o objetivo de se gerar cultivares específicas para a realidade > africana? Ou a intenção é introduzir materiais mais tolerantes aos > estresses bióticos e abióticos, considerando as semelhanças entre o Brasil > e a África como condições de solo e a realidade social?

    >

    > 7) Quais os highlights sinalizados pelo projeto e pelas visitas da equipe > à África?

    >

>

    > Gostaríamos de receber fotos das cultivares analisadas ou do projeto em si > na África (favor informar os respectivos créditos de autoria). >

    > Claudia e Sidney: caso queiram fazer comentários, estejam à vontade. >

    > Muito obrigado,

    >

    > Guilherme F. Viana

    > ACE (Área de Comunicação Empresarial)

    > Ramal: 1123

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